Curitiba tem um charme especial: seus casarões antigos, que um dia abrigaram famílias tradicionais, armazéns ou até batalhas políticas, hoje respiram cultura, arte e muita história. A boa notícia? Todos esses lugares estão de portas abertas para visitação. Bora conhecer?
Casa Romário Martins – a pioneira do Largo da Ordem
Se tem um lugar que parece ter saído direto de um livro de história é a Casa Romário Martins. Construída no fim do século XVIII (sim, antes de a gente sonhar com Uber ou smartphones), ela começou como residência e armazém, passou por mãos de comerciantes famosos e até virou açougue e peixaria.
Mas foi nos anos 1970 que tudo mudou: a prefeitura resolveu restaurar o imóvel e dar uma nova vida a ele. Hoje, a casa é um espaço cultural que preserva a memória da cidade, com exposições e atividades que te transportam para o passado. E detalhe: é o último exemplar de arquitetura colonial portuguesa de Curitiba!

Solar do Barão – do luxo do Barão à arte de todos nós
O Solar do Barão nasceu para ser a casa de um dos homens mais ricos do Paraná: Ildefonso Pereira Correia, o famoso Barão do Serro Azul. Construído entre 1880 e 1884, o palacete tinha até sacadas imponentes e colunas que lembram a Grécia Antiga.
Com o passar dos anos, virou quartel do Exército e, finalmente, um espaço cultural. Hoje, abriga museus de gravura, fotografia, cartaz e até a Gibiteca, queridinha dos fãs de quadrinhos. Ou seja, de casa da elite a um espaço aberto a todos os públicos – e com muita história pra contar!

Palacete dos Leões – quando a arquitetura encontra a arte
Em 1902, Curitiba ganhava um novo símbolo de riqueza com o Palacete dos Leões, construído pelo engenheiro Cândido de Abreu para a família Leão, fundadora da Matte Leão (sim, do chá!). Com uma mistura ousada de estilos, o casarão tem elementos neoclássicos, barrocos e art nouveau.
Depois de passar por várias fases, hoje pertence ao BRDE e funciona como espaço cultural, com exposições, oficinas e eventos. O melhor? A entrada é gratuita e você ainda pode admirar cada detalhe dos leões esculpidos e dos papéis de parede originais. É uma verdadeira aula de história e design.

Palacete Wolf – um clássico com pegada de mistério
Construído por Fredolin Wolf em 1880, o Palacete Wolf nunca foi exatamente uma casa de família, mas sim um espaço para aluguel. Já foi sede da câmara municipal, quartel e até cenário de decisões polêmicas na Revolução Federalista.
Após ser comprado pela prefeitura, o imóvel foi restaurado e virou sede da Fundação Cultural de Curitiba por anos. Hoje, ainda é patrimônio público e chama atenção por seu estilo arquitetônico raro – uma mistura de colonial, germânico e neoclássico – e pelas lendas urbanas sobre ser mal-assombrado (tem gente que jura que sim!).

Palácio Garibaldi – a herança italiana no coração do Centro Histórico
Esse é impossível de ignorar quando você passa pelo Largo da Ordem. Com sua fachada imponente e cheias de detalhes neoclássicos, o Palácio Garibaldi começou como sede da Sociedade Italiana Giuseppe Garibaldi, criada para apoiar imigrantes italianos.
Passou por períodos de tensão (chegou a ser ocupado durante a Segunda Guerra Mundial), mas voltou às mãos da Sociedade e hoje é palco de eventos, casamentos e foi até cenário de filme. Um espaço que mistura arquitetura, história e emoção – e que continua sendo um ícone do Centro Histórico de Curitiba.

Dicas rápidas para a sua visita
- Leve a câmera: cada cantinho desses casarões é um convite para fotos incríveis.
- Confira a programação: muitos desses lugares têm exposições e eventos temporários gratuitos.
- Use calçado confortável: a região tem calçadão e paralelepípedo – estilo histórico, sugerimos um tênis.
- Aproveite a redondeza: cafés, feirinhas e outros pontos turísticos estão pertinho.
- Respeite o espaço: lembre-se de que são patrimônios históricos, então nada de subir em móveis ou apoiar mochilas nas paredes.
Por que isso importa?
Esses casarões são mais do que paredes antigas. Eles guardam memórias, contam histórias de um tempo em que Curitiba ainda estava se formando e mostram como é possível preservar o passado e transformá-lo em cultura viva.












