Às vezes, a receita de uma grande mudança começa com ingredientes que ninguém imaginava combinar. No caso de Ricardo Monteiro, teve uma fase difícil, uma promoção de biscoitos, uma batedeira que quase virou dinheiro para pagar contas e muitos doces feitos na tentativa e erro.
O resultado dessa mistura? Sete anos depois, ele está à frente da Regadoces, em Curitiba, e acaba de chegar à final da 12ª temporada do “Que Seja Doce”, um dos realities de confeitaria mais conhecidos do país.
Antes da confeitaria, veio a vontade de comer um bom doce
A história da Regadoces começou em um momento em que Ricardo não estava exatamente vivendo sua fase mais doce. Em 2019, o publicitário enfrentava dificuldades profissionais e financeiras. Trabalhando em uma empresa que passava por uma crise, precisou cortar alguns hábitos, inclusive aquele costume de comprar doces nas confeitarias do Rio de Janeiro, onde morava.
Mas a paixão continuou ali. Primeiro como consumidor. Depois como alguém que resolveu colocar a mão na massa. Ricardo começou a pesquisar receitas na internet e no YouTube e passou a testar brownies, bolos, pavês e tortas na cozinha de casa.
Algumas receitas davam muito certo. Outras iam direto para a lista de “vamos tentar de novo”. Faz parte do processo. Com o tempo, amigos e familiares começaram a provar as criações e veio aquela frase clássica que quase todo mundo que cozinha já ouviu alguma vez: você podia vender isso.
O prêmio que não era o prêmio que ele queria
A virada veio de um jeito completamente inesperado. Ricardo, que sempre gostou de participar de promoções, se inscreveu em uma ação de uma marca de biscoitos que oferecia duas opções de prêmio: R$ 50 mil em dinheiro ou um kit de utensílios para confeitaria. Naquele momento, ele já tinha até destino para o dinheiro: colocar algumas contas em dia.
Só que o sorteio decidiu outro caminho. Ricardo ganhou o kit. Vieram batedeira, liquidificador, avental, fouet, espátulas e outros utensílios que chegaram alguns meses depois. A primeira reação foi de encantamento. A segunda foi pensar: talvez fosse melhor vender tudo e usar o dinheiro para resolver as pendências.
Foi aí que veio o conselho do ex-marido que mudou completamente a história: não venda. Continue fazendo seus doces. Ele guardou os utensílios. Continuou testando receitas. E aquele kit que parecia não resolver o problema do momento acabou ajudando a construir o futuro.
Muito recheio e uma história por trás do nome
A partir dali, o que era uma paixão virou negócio. Nascia a Regadoces, nome que mistura “Regado” + “Doces”. A ideia vem justamente da expressão de algo abundante, cheio, farto. E combina perfeitamente com o lema da marca: muito recheio sempre.
Hoje, a confeitaria completa sete anos e, há três, Ricardo trouxe a operação para Curitiba, cidade onde mora e trabalha atualmente. A marca também carrega uma mistura que faz parte da própria trajetória dele: a comunicação e a gastronomia.
Formado em Publicidade e Propaganda, com MBA em Marketing pela PUC-Rio, Ricardo usa esse olhar para construir não apenas doces, mas também a identidade da empresa.
Do YouTube para a televisão
A mesma pessoa que começou pesquisando receitas na internet agora vai aparecer na tela do GNT. Ricardo é finalista da 12ª temporada do “Que Seja Doce” e participa do episódio “Dá um Doce, Tio!”, que será exibido no dia 12 de outubro, às 20h45.
Uma trajetória que começou com brownies feitos em casa, passou por muitas tentativas na cozinha e chegou a um dos maiores palcos da confeitaria brasileira. No fim das contas, aquela batedeira que quase foi vendida tinha uma missão bem maior.
SERVIÇO – Regadoces
📲 Instagram: @regadoces
📞 Telefone: (41) 98522-2525
📍 Curitiba (PR)
📺 Que Seja Doce — 12ª temporada
Episódio: “Dá um Doce, Tio!”
📅 12 de outubro de 2026
⏰ 20h45
📺 GNT

Fotos: Divulgação











