Curitiba já é famosa por várias coisas, mas tem uma que é praticamente um “CPF gastronômico” da cidade: Carne de Onça. E no aniversário de 333 anos ela vai aparecer do jeito mais curitibano possível: gigante, simbólica e com história.
Neste sábado (28), ao meio-dia, o Mercado Municipal do Capão Raso vai receber a maior Carne de Onça do mundo, numa ação promovida pela Associação dos Amigos da Onça pra valorizar o prato que é patrimônio cultural imaterial da cidade que também tem Indicação Geográfica de Curitiba.
A onça vai ser braba (e gigante mesmo)
A versão especial vai ter quatro metros de comprimento e cerca de 50 quilos de carne. No preparo entra tudo em escala “evento histórico”: patinho moído, cebola branca picada, cebolinha, azeite de oliva extravirgem… e, claro, servido sobre uma broa de centeio, que também tem Indicação Geográfica de Curitiba.
E o número escolhido não é à toa: serão 333 porções, em referência direta aos 333 anos da cidade.
O presidente da associação, Sérgio Medeiros, resumiu bem o espírito do negócio: “A carne de onça merece estar presente nos 333 anos de Curitiba. Uma onça braba e a maior do mundo.”

Um prato típico com reconhecimento “oficial” (e muito amor envolvido)
A Carne de Onça é um dos símbolos gastronômicos de Curitiba, e o reconhecimento não é só no coração do curitibano. O prato tem Indicação Geográfica registrada no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), e quem entrou com o pedido de reconhecimento foi justamente a Associação dos Amigos da Onça, em novembro de 2023.
Hoje, segundo a associação, mais de 200 bares e restaurantes de Curitiba têm o prato no cardápio. E, desde 2014, a entidade também organiza o Festival de Carne de Onça, que já contou com a participação de muitos lugares da cidade. A estimativa é de que 190 estabelecimentos já tenham passado pelo festival ao longo dos anos.
Tá, mas… por que chama Carne de Onça?
A história é boa e bem curitibana. A origem do prato remonta à década de 1940. Ele é feito com carne bovina crua sobre broa de centeio, temperada com cebola, cebolinha, azeite, sal e pimenta. E já fica o aviso oficial: apesar do nome, não tem nada a ver com carne de onça (ufa…). O nome teria surgido por conta do “bafo forte” ou por uma brincadeira com o hábito alimentar do felino.
Segundo Sérgio Medeiros, o nascimento do prato se mistura com o futebol paranaense. Na época, existia o time Britânia, e o diretor do clube era Cristiano Schmidt, dono de um bar chamado Toca do Tatu. Quando o Britânia ganhava, Schmidt servia aos jogadores carne crua sobre fatias de broa, com cebola, cebolinha, sal e azeite. Até que um dia o goleiro Duia soltou: “Poxa, Schmidt, você só serve essa carne aí, que nem onça come”.
E pronto: nasceu o nome Carne de Onça. O prato caiu no gosto dos clientes, entrou no cardápio e depois espalhou pela cidade.
Receita “oficial” (sim, existe!)
No Caderno de Especificações Técnicas da Indicação de Procedência do INPI, estão previstas três formas oficiais de preparo e serviço:
- Carne sobre a broa, coberta com cebola branca e cebolinha, regada com azeite, e temperada por cima com sal e pimenta.
- Carne misturada com azeite, sal e pimenta apenas na hora de servir (pra não interferir na coloração), colocada sobre a broa, com cebola, cebolinha e mais azeite por cima.
- Carne misturada com azeite, sal e pimenta na hora de servir, e os demais ingredientes (cebola, cebolinha e azeite) vêm separados, pro cliente montar do jeito que gosta.

Se tem um jeito bem Curitiba de comemorar aniversário, é comida típica, história boa e todo mundo junto.
Então já salva o horário, aparece no Capão Raso e vai viver esse momento, porque uma Carne de Onça de 4 metros não é todo dia que a gente vê (nem que a gente prova).
Serviço 📍
Maior Carne de Onça do mundo
📅 Quando: sábado, 28 de março, ao meio-dia
📍 Onde: Mercado Municipal do Capão Raso — Rua Otto Cabel, 51 (em frente ao Terminal Capão Raso)
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